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O marketing digital salvará as eleições no Brasil

O marketing digital salvará as eleições no Brasil

O marketing digital salvará as eleições no Brasil. Isso é um fato! E por vários motivos, os relacionamentos de comunicação que são cadenciados pelo marketing digital serão muito mais expressivos, assertivos e mais eficientes. Isso porque a cultura digital, hoje instrumentalizada pelo mundo do empreendedorismo, traz uma série de soluções capazes de mudar o cenário da política em busca dos valores e moralidade das quais são defesas das ideologias diversas.

Este texto tem o objetivo de instigar a reflexão ou criar insights para pessoas interessadas em política. Assim, haverá a compreensão, mesmo que pretensiosa, na associação entre o estado político antes do movimento mundial de ruptura política até este novo contexto sociopolítico expondo a polarização de pensamentos.

Trago, portanto, 6 fatos positivos que construirão a solução plena para as eleições no Brasil e a renovação da política usando o marketing digital como ferramenta de comunicação. Mas para você entender essa revolução, precisa ler até o final. Inclusive, será importante para você compreender, seja como agente atuante da política, seja como eleitor a procura de critérios na escolha de seu voto.

Aquilo que fica evidente dentro das mídias tradicionais, ou seja, televisão, rádio e impressos (hoje também mídias jornalísticas virtuais), agora fica explícito e nu. Quem prospera nas novas mídias se descola dos interesses engessados, tais como o tempo de televisão.

E isso, inclusive, é a primeira revolução da sociedade contemporânea. Enquanto os políticos estão no universo analógico, os eleitores estão completamente imersos no universo virtual.

1) Democratização da mídia em vídeos nas eleições no Brasil

Enquanto há discussão para os partidos políticos sobre as alianças que garantirão tempo de televisão nas propagandas obrigatórias veiculadas na televisão e no rádio, há protagonistas criando este espaço na internet em busca da sua independência de qualquer compromisso com o status quo vigente nos partidos políticos, atualmente.

Este, provavelmente, será o ponto de ruptura nestas eleições. Isso porque as correntes virtuais serão mais evidentes nas plataformas mobile. Fato que comprova isso é a quantidade de celulares ativos que ultrapassa a quantidade de pessoas no Brasil. Por isso, quem fica preocupado com o tempo de televisão, ignora o comportamento contemporâneo expressivo na sociedade.

Por isso, as correntes tradicionais políticas são analógicas, porque fazem política pela escola política vigente na década de setenta, oitenta, noventa e... A partir do ano 2000 estes aspectos políticos começaram a ser questionados pelos políticos americanos.

As primeiras eleições de Barack Obama para presidente da república nos EUA foi a ruptura do analógico para o virtual. A campanha presidencial foi pautada pela qualidade de conteúdo dentro das mídias controladas do político americano.

Obama foi expressivo porque trouxe ferramentas e estratégias extraordinárias hoje usadas no empreendedorismo. Estratégias como email marketing, marketing digital, inbound marketing, engajamemnto, entre tantas outras estratégias, foram instrumentos de comunicação que fizeram o primeiro político negro se tornar presidente dos Estados Unidos.

A reeleição de Obama foi mais forte ainda, ao ponto dele abrir mão de qualquer fundo partidário público. Como assim? Obama abriu mão de qualquer incentivo público para usar aquilo que conseguiu arrecadar com doações físicas e empresariais dentro das regras vigentes até hoje nas campanhas eleitorais americanas. A transparência é tão grande que os eleitores até hoje podem acompanhar quem são os doadores das campanhas americanas antes mesmo das eleições. Os doadores de campanha podem ser também fator de escolha dentro do pleito.

Ironia do destino. Obama apoiou de forma enérgica a candidata oficial dos democratas, Hillary Clinton, mas provou do próprio veneno. Trump, usando a estratégia do marketing digital, acabou derrotando os democratas e se tornou o presidente mais polêmico e improvável da história recente americana.

Hoje, especialistas em marketing digital usam exemplos das campanhas eleitorais americanas para exemplificar a eficiência das estratégias de marketing digital no meio político.

Os políticos que acordarem para este processo, começarão a entender que os compromissos acordados entre forças e grupos não precisarão ser tão prostituíveis.

Atualmente, vídeos são as linguagens mais expressivas em qualquer plataforma. Eles são mais consumidos, mais engajadores, mais encantadores, mais simples. Por quê? Porque a linguagem audiovisual proporciona um conjunto sinestésico imprescindível para as instantâneas interpretações. E essa ansiedade por entender de forma instantânea é a nova necessidade dos internautas que vivem em todas as plataformas, sejam elas individualizadas ou convergentes entre si.

Hoje, até em geladeiras vemos acesso a telas que produzem vídeos. Máquinas de lavar, acessórios de banheiros, mesas de restaurantes, ou seja, tudo está planejado para ter acesso à vídeos. Como os políticos ainda pensam somente na televisão como vetor de comunicação que possa fazer a diferença?

2) Valorização da autoridade com conteúdo

Para os políticos, as soluções de problemas emergenciais podem ser construídas com argumentos, explicações e fundamentos.

Imagine você ser um político cuja solução para a segurança pública está na reformulação do sistema carcerário. Os educandos teriam papel mais relevante para a sociedade se estivessem inseridos em programas de recuperação e aprendizado. Eles estariam contribuindo com atividades de manutenção, artesanato, ensino, entre outras atividades que trariam novamente o seu senso de responsabilidade cívica.

E essa solução ainda apontaria exemplos que já existem no Brasil e no mundo com custo relativamente baixo. Veja como isso gera impacto em suas reflexões sobre aquilo que é tão delicado na sociedade. Ali, portanto, não seria mais uma fábrica de bandidos para se tornar uma oportunidade de recuperação social.

A criminalidade reincidente diminuiria drasticamente e teríamos um ambiente menos hostil nas ruas. Estes educandos recuperados seriam também replicadores de seu aprendizado e poderiam influenciar bandidos a mudarem seus comportamentos. A corrente do bem seria eficiente nos bastidores da criminalidade.

Isso é conteúdo. Quando a pessoa aponta solução para situações, dificuldades, problemas, crises, isso faz ela ser uma produtora de conteúdo. Ela também pode gerar aprendizado, dar informações privilegiadas, criar reflexões sobre determinados temas. Isso também é conteúdo.

Luiz Felipe Pondé prova que o processo de produção de conteúdo traz inúmeras vantagens dentro do escopo social. Com as reflexões sobre temas espinhosos, ele contribui com seu olhar filosófico, obviamente de forma didática, Pondé traz a complexidade de uma área cada vez mais acessível pelas palavras de pessoas como ele nas redes sociais.

Outro exemplo de produção de conteúdo que se torna relevante é o canal da Jovem Pan News. O historiador Marco Antonio Villa hoje é uma autoridade na área política pelo valor construído na comunicação.

Tal entendimento é consenso entre as principais rádios de São Paulo, porque trazem a transmissão do dial para as redes sociais. E isso cria um ambiente de autoridade pela comunicação criando protagonistas ao apontarem soluções, mesmo que sem profundidade, ou criticam de forma clara e objetiva, mesmo que seja julgamento injusto.

Para produção de conteúdo, alguns agentes políticos estão se comportando como YouTubers, ou seja, trazem a cultura do sucesso como criação de cronograma de veiculação, entrevista com pessoas expressivas, contextualização do quadro político e sua contribuição pontual. É o caso do MBL.

Além disso, há também exemplos de poucos políticos já esclarecidos sobre este aspecto, mas de forma instintiva cria produção pelas suas experiências de comunicação anteriores, tal como o canal Nocaute ou o canal de João Dória Jr.


Estes exemplos mostram que existem já iniciativas políticas, porém demonstram como o marketing digital ainda precisa amadurecer como estratégia de inteligência para comunicação.

Os produtores de conteúdo se tornam relevantes e conquistam interesses espontâneos. Veja que maravilha isso! As pessoas que acompanham aquele canal ou aquela mídia de determinado político se encantam (em sua grande maioria) e interagem com os produtores. E isso acaba criando uma corrente de comunicação autônoma aos interesses de grupos, partidos e entidades políticas. 

3) Divulgação barata e orgânica

Quanto você paga para entrar no YouTube? Acredito que nada. Pelo menos até agora. Talvez, por sua escolha, haverá acessos mais restritos no YouTube, lembrando a existência do YouTube Red, mas isso será ditado pelas suas escolhas, nunca como imposição.

Quanto você paga para postar um vídeo no YouTube? No Facebook? No Instagram, Linkedin? Quanto você paga para compartilhar um vídeo nestas redes sociais? Nada.

Veja quão transformador isso significa? Opa! Você pode pensar: mas a televisão também não se paga! Mas a televisão traz a cultura da limitação temporal. Isso é também outro ponto crucial para a liberdade sobre o acesso ao conteúdo. Você pode, imerso nas mídias digitais, escolher o momento que quer acessar aquele conteúdo de seu interesse. E sem pagar mais ou menos por isso.

Veja como esse acesso digital é sensacional para a liberdade e a disposição de comportamento dentro de nossa sociedade. Meus avós comemoraram o acesso à televisão em preto e branco. Isso há 30 anos. Hoje, isso é artefato de museu.

Hoje é evidente que há as mídias virtuais são acessíveis a qualquer pessoa, independente de seu credo, raça, condição social ou vínculo partidário.

Agora inverta a equação. E se a gente acrescentar nesta equação o contraponto do acesso orgânico. Os posts patrocinados em redes sociais ou as campanhas de Google AdWords são investimentos diretos, tal qual as campanhas publicitárias veiculadas em mídias tradicionais de televisão, rádio e mídias impressas.

O dinheiro para as eleições no Brasil é muito menor, pois traz inteligência e estratégia sobre os recursos financeiros do candidato, do partido, da comunidade e do país.

No entanto, nunca antes foi possível escolher com tanta precisão os perfis, os tempos, os momentos, as condições socioculturais, econômicas, políticas, preferências, cujos adjetivos moldem quem somos. As campanhas nas mídias digitais são tão precisas que otimizam muito dinheiro.

Sempre houve o entendimento que se a campanha publicitária for um canhão, ele precisa ser disparado de forma permanente para matar uma mosca. No entanto, com as diagramações de campanhas publicitárias nas redes sociais ou no Google, os investidores podem usar um mata-mosquito para matar aquela mosca.

E quanto mais eficiente for a campanha de marketing digital, principalmente, focada em distribuir o conteúdo produzido, mais impacto esta campanha terá no público-alvo.

Fazendo especulações sobre os investimentos que empresas fazem no empreendedorismo para lançar infoprodutos, também conhecidos como cursos online, temos um exemplo muito didático para defender este ponto de vista.

Simulação de investimentos em marketing digital para venda de cursos online

Vamos a números

  1. Investimento em ADS e AdWords: R$ 30.000,00
  2. Retorno de vendas: R$ 600.000,00
  3. Porcentagem de conversão a partir do e-mail marketing: 1,03%.
  4. Lista total de nomes ativos no e-mail marketing: 145.000 e-mails.
  5. Tempo da campanha: 60 dias.
  6. Condições de partida: Mídias em torno de 300 mil envolvidos.
  7. Estratégia de comunicação: Inbound Marketing, Inbound Vídeos.

A grosso modo, estes números acima não são inventados. Eles fazem parte de uma campanha de vendas para o curso online de Alejandro Valente, educador e hair stylist que idealizou um dos principais cursos de colorimetria no Brasil, e com certeza, o curso online na área de beleza mais importante dos últimos anos. 

Claro que há outros exemplos bem mais expressivos e prósperos do empreendedorismo, tal qual o case Fórmula de Lançamento idealizado por Érico Rocha. Porém, este curso usado como exemplo mostra que mesmo os processos menos expressivos, sob o critério de volume de investimentos, explicita a prosperidade tangível para qualquer segmento ou objetivo de comunicação.

Obviamente, dentro do campo político não há a objeção de investimento por parte do eleitor, pelo menos de forma direta. O eleitor não compra um curso online de 2 mil reais em média. Isso demonstra como a taxa de conversão pode aumentar de forma expressiva na concepção de resultado positivo.

E o que é resultado positivo para as campanhas políticas? Voto no candidato protagonista daquele canal, daquela campanha, de preferência do eleitor.

Um dos critérios para avaliar o ticket médio de uma campanha eleitoral é usar o investimento total de uma campanha política pelo número de votos.


(Foto: Bibiana Dionísio / G1)


Os valores divulgados mostram que o marketing digital pode trazer novos conceitos inclusive sobre o versamento de recursos financeiros em campanhas eleitorais. No mundo do empreendedorismo, o custo destas conversões é dado com prejuízo.

O custo do voto com marketing digital pode diminuir para menos de 1 real dentro de uma campanha eleitoral vencedora

Dentro do marketing digital, o custo destes votos são otimizados até 8 vezes. Há cenários que podem fazer o voto cair seu custo para menos de 1 real. Será que isso não influencia no cenário sociocultural e econômico brasileiro? Imagine o volume de dinheiro poupado neste processo.

Por isso a afirmação de que o marketing digital pode mudar a realidade das eleições no Brasil é responsável e transformadora.

4) Otimização de tempo, energia e sola de sapato

Campanhas eleitorais que focam sua comunicação de forma expressiva e contínua, dentro das redes sociais e dentro de canais do YouTube, são bem mais eficientes para o resultado almejado. Tanto é verdade que Bolsonaro enxergou isso e desde 2014 vem investindo cada vez mais em produção de conteúdo para as mídias. Porém, sua estratégia visa descolar dos produtores de conteúdo e ser protagonista destas produções.

Por conta deste posicionamento, Bolsonaro desperta também o incentivo por parte de grupos cujos discursos inflamados são foco de conteúdo em canais paralelos. Bolsonaro sabe que a presença virtual pode lhe dar uma amplitude muito maior para realizar uma campanha para presidente da república nestas eleições no Brasil.

O esclarecimento deste pré-candidato, pelo menos devemos respeitar esta alcunha até a data de veiculação deste artigo, é associado a práticas de comunicação similares aos YouTubers, mas ainda demonstra também ser um tipo de comunicação que não acarreta estratégia elaborada do ponto de vista do marketing digital.


Uma entrevista dada para a Jovem Pan em Curitiba, à princípio veiculada no dial do rádio, com o registro disso em vídeo e postado em seu canal do YouTube, torna-se mais acessada por ter disponível este conteúdo até então efêmero.


O que é mídia tradicional, quando veiculada no YouTube, torna-se um conteúdo de expressão mundial. Isso porque ali o acesso é público (obviamente respeitando a configuração deste canal) e faz o momento antes limitado ser eterno enquanto armazenado nos dados do canal.

Isso já mostra a ruptura de paradigma da classe política que ainda acredita no formato antigo das alianças eleitorais pelo tempo de TV e rádio.

Com essa mídia, além claro de um posicionamento de comunicação planejado e uma série de outros conteúdos estratégicos, os candidatos ao pleito nas eleições se tornam agentes protagonistas capazes de gerar engajamento sobre perfis diversos antes intangíveis pelas limitações geográficas.

Mesmo assim, entendendo as falhas estratégias com uso inteligente da máquina de marketing digital, ele é expressivo. Obviamente, Bolsonaro também usa outros pontos de conversão ao seu discurso contundente, mas a presença dele nas mídias virtuais cria uma amplitude de seu discurso que o permite enfrentar a campanha sem o aparato dos grandes partidos com grandes fundos partidários.

O canal do YouTube de Marina Silva também demonstra certa maturidade de apresentação. No entanto, por conta de sua estratégia reclusa neste momento de pré-candidaturas, ela deixa de tracionar pessoas, apesar de ser uma figura política bem conhecida.

Marina Silva é o exemplo de um retrocesso de comunicação. Isso porque ela poderia ter despertado antes com um canal de YouTube ativo. No entanto, por conta de equipe sem estas competências técnicas e a falta de cultura e comunicação sobre as redes sociais com vídeos, ela deixou o momento passar e hoje míngua números bastante humildes em suas visualizações. 

Marina Silva também poderia usar mais as estratégias de produção de vídeo para suprir sua estrutura de campanha tão humilde. Provavelmente, ela esteja guardando suas armas políticas para usar na corrida final, mas isso não precisaria acontecer se ela fosse o ponto diferencial da curva dentro do marketing digital.

O YouTube, além das redes sociais disponíveis, faz a mensagem do protagonista político chegar em todos os lugares, plataformas e canais de comunicação. Por isso, o marketing digital precisa ser mais presente, pois ele otimiza tempo de campanha, energia dos candidatos ao pleito e suas equipes, além de também gastar menos sola de sapato em viagens e peregrinações pelo território nacional.

5) Financiamento de campanha eleitoral coletiva e transparente

Outro ponto fundamental sobre campanhas eleitorais regidas por marketing digital é o financiamento eleitoral. Com grande poder de encantamento, os políticos podem convidar as pessoas a contribuir com suas campanhas.

Há hoje em dia ferramentas bastante democráticas capazes de atender as campanhas eleitorais. Exemplo disso é a startup Confia Brasil. Com o aplicativo desta startup, campanhas eleitorais podem ser criadas e voltadas para o financiamento coletivo ou também chamado de crowdfunding.

Resultado de imagem para crowdfundingfonte: vipcrowndfunding.com

Este acompanhamento é fundamental para a evolução da política no Brasil. Isso porque toda a desconstrução do meio político vigente se deu pela conflagração da Operação Lava Jato. Com o desnude dos grupos políticos associados à corrupção, inclusive com provas corroborativas sobre esse escândalo, o país precisa de iniciativas transparentes para ter credibilidade.

Novamente, recorremos aos exemplos do governo americano. Quando Obama enfrentou a reeleição, ele tinha força política para incentivar as pessoas a contribuir com suas bandeiras políticas. E mais uma vez, ele usou inúmeras estratégias de engajamento para construir relacionamentos emotivos. Isso possibilitou uma força incrível de resultados sobre as doações de campanhas.

Pessoas ajudavam a campanha presidencial e tinham acesso aos seus gastos. E esse tipo de transparência cria um grande elo de confiança entre o eleitor e o político. Tal relacionamento demonstrou que Obama respeitou as finanças do Estado americano, pois abriu mão do fundo partidário existente nas regras eleitorais do Tio Sam. E o que isso mostra? Responsabilidade com o dinheiro público.

No Brasil, atitudes como essa são tão estranhas que chamam atenção. Quando Marina Silva divulga ter aberto mão de sua aposentadoria como senadora, depois de 2 mandatos e 16 anos dedicados no senado federal, ela chama atenção pela nobreza de suas escolhas. Isso pode demonstrar respeito pelo dinheiro público. Obama fez o mesmo para o financiamento eleitoral.

Financiamentos coletivos são possíveis se o protagonista político tem força de engajamento. E como construir isso? Com estratégias de marketing digital. Detalhe sobre este ponto deve estar claro, pois o termo marketing digital não remete somente à competência de criar campanhas patrocinadas.

O que significa o termo usar estratégias de marketing digital?

Usar estratégias de marketing digital significa trazer o poder criativo e a relevância sobre produção de conteúdo, tanto com linguagem textual ou / e linguagem audiovisual. Desde a forma como criar oportunidades para os pontos de contatos com as pessoas, até a maneira adequada de construir continuidade em sua comunicação, tudo isso faz parte do marketing digital. E toda estas estratégias estão fundamentadas em parâmetros medidos por dados estatísticos e seus resultados almejados.

Financiamentos com a cultura do crowdfunding são iniciativas bastante positivas, mas precisam estar atreladas a comunicação estratégica. Do contrário, não haverá respostas sobre as expectativas sobre engajamento e poder político.

6) Comunicação não é só para candidatos

A cultura da comunicação via redes sociais, aumentando o ponto de contato das iniciativas de comunicação, não é apenas limitada a pessoas. Entidades, instituições, órgãos públicos, representações políticas, tudo pode ser protagonismo de comunicação.

Há políticos eleitos do Partido Novo que usam a tecnologia e as redes sociais para transmitir reuniões de trabalho. Isso significa que a comunicação não acaba depois das eleições. Essa comunicação de forma contínua representa um aumento cada vez maior da autoridade sobre o protagonista.

Mesmo que não haja sucesso no pleito pelo candidato, isso precisa reverter em aprendizado. À medida que o tempo passe e a comunicação com produção de conteúdo seja mantida estabelecendo compromissos e calendários, o processo de autoridade não se perde, somente aumenta.

A mesma cultura de comunicação pode ser usada para dar mais transparência nos poderes Executivo e Legislativo. Essa é uma nova forma de trazer confiabilidade sobre a administração pública e a empregabilidade da governança pública.

Entidades políticas como partidos também podem assumir protagonismo incentivando os eleitores a buscarem mais conhecimento sobre os valores instituídos no DNA político. No entanto, essa iniciativa ainda não está presente, porém, pode ser uma ótima forma dos partidos criarem sentido para suas existências no cenário desgastado da política partidária.

Conclusão

Como foi exposto aqui, o marketing digital trará grande evolução para o cenário político. Com iniciativas nobres para propostas ideológicas a serem empregadas na máquina pública, o eleitor saberá mais a respeito dos candidatos e das entidades.

Com mais esclarecimentos, os eleitores terão condições de melhorar suas escolhas e privilegiar os protagonistas que estejam engajados nas soluções para os problemas apontados pela sociedade.

Enquanto essa forma de pensar ainda esteja à margem da política, ficamos esperando o ponto fora da curva que traga o Brasil para o caminho, inclusive, torcendo para acidentes se tornarem mais comuns na política brasileira.

O político que usar o marketing digital a seu favor, poderá construir um cenário favorável duradouro, transparente e próspero.

 

Estado Cidadão
Rafael Cardoso
Rafael Cardoso Seguir

Um cidadão que deixou de ser passivo para trazer luz e ambiente à discussão social e político.

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