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Isso salvará Flávio Bolsonaro do escândalo da ALERJ

Isso salvará Flávio Bolsonaro do escândalo da ALERJ

Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo PSL, filho do presidente eleito,  só tem uma escolha para se salvar do escândalo que poderá enfraquecer a popularidade do presidente eleito: partir para a guerra contra o crime organizado!

A lacração do STF, que poderia beneficiar Lula preso, demonstrou que a mídia é suscetível ao apelo popular. Uma das bandeiras que fez a ascensão da família Bolsonaro, além do fantasma do PT, também foi o combate ao crime organizado.

Flávio Bolsonaro senador em 2019

Toda a polêmica que envolve Flávio Bolsonaro parece exagero quando percebemos o volume de dinheiro questionado. Porém, ele também está degustando o movimento que será contínuo durante todo o seu mandato como senador. Se não passar por isso, poderá ser vítima fácil contra a oposição.

Há no mesmo movimento de fiscalização outros protagonistas bem mais empoderados. O primeiro político foco de investigação tem movimentações em torno de 49 milhões, contraponto o pouco mais de 1 milhão que Fabricio precisa explicar.

Certamente, Flávio Bolsonaro precisa também se preocupar com isso, principalmente, porque tem efeito dominó sobre o próprio pai. A rede de ligações chega ao gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. E este processo também pode manchar a reputação que elegeu o mito.

Flávio pega carona no prestígio do pai e precisa se preocupar com o legado planejado pelos Bolsonaros. Por isso, há grande apelo popular para que haja reação deles sobre o escândalo.

Nesta perspectiva, o que pode jogar o interesse da mídia longe do motorista; que não compareceu na audiência marcada no MPF, é justamente a ativação das bandeiras de enfrentamento que elegeram os novos políticos.

Vale ressaltar que o depoimento de Fabricio Queiroz foi remarcado para hoje no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Esse depoimento é referente à varredura das contas relativas a assessores parlamentares que faziam parte da ALERJ.

Quem é o arqui-inimigo dos Bolsonaros?

Antes o antagonista de Jair Bolsonaro era o lulopetismo. Isso pautou a polarização que culminou nas eleições 2018. E agora? Quem será o novo coringa da Liga da Justiça Bolsonara?

Certamente, Isso é bastante importante para continuar o movimento de engajamento que transformou Bolsonaro no presidente eleito até 2022, pelo menos em teoria.

Contra o crime organizado

Ao focar no combate ao crime organizado, Flávio Bolsonaro estará relembrando seu eleitorado sobre as bandeiras que empunhou na campanha. Além disso, ele também focará a mira da mídia no alvo desejado.

Hoje o crime organizado está focado no PCC, inclusive, com a exposição de planos de assassinatos de políticos eleitos nas eleições 2018. Assim, os Bolsonaros terão um novo propósito e poderão ter o exercício do eleitorado em movimento.

Com esta metáfora, vemos de forma explícita que os heróis só fazem sentido quando contrapostos por seus antagonistas. Afinal de contas, a política se tornou disputa entre o bem e o mal, obviamente, de acordo com as pontos de vistas dos seus articuladores.

Para o PT (ou a corrente esquerda) os Bolsonaros são os maléficos bandidos. Para os Bolsonaros e todo o seu eleitorado, os esquerdistas são os arqui-inimigos. Com este processo de interpretação, ambos se beneficiam com a polarização reforçando o posicionamento para as confrarias.

Agora esse universo esfriou, mas a necessidade da polarização continua.

Estado Cidadão
Rafael Cardoso
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Um cidadão que deixou de ser passivo para trazer luz e ambiente à discussão social e político.

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