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Depoimento de Lula pela primeira vez diante a juíza substituta de Sergio Moro

Depoimento de Lula pela primeira vez diante a juíza substituta de Sergio Moro

O depoimento de Lula, pela primeira vez diante a juíza federal a juíza Gabriela Hardt, demonstrou um evento judicial de bastante pressão emocional das diversas partes envolvidas. Destaque para o nervosismo de Lula por conta das diversas incursões incisivas contra o Ministério Público Federal e a referência do julgamento que lhe confere hoje status de condenado.

Gabriela Hardt é a juíza substituta do juiz Sergio Moro, desligado recentemente dos processos relativos à Lava-Jato de Curitiba, por aceitar o convite do presidente eleito Bolsonaro nas eleições 2018 para comandar o super ministério da justiça e segurança pública a partir de janeiro do ano que vem.

Lula disse no depoimento ser uma vítima de perseguição política, fato comprovado segundo sua ótica pela impugnação de sua candidatura nas eleições 2018. O ex-presidente atacou diversas vezes a figura de Sergio Moro, mesmo quando o assunto em questão não tinha elo temático nas perguntas da juíza e do representante do MPF.

Trago aqui todo o depoimento para que você possa assistir e compreender aquilo que realmente aconteceu, afinal de contas, trata-se de um processo judicial de interesse público.


Depoimento de Lula em 14/11/2018

Lula acusa todo o processo em forte discurso político e a juíza Carolina Lebbos impõe o objetivo da audiência com caráter jurisprudencional e não de sustentação de ponto de vista sobre processos já finalizados, em evidência ao julgamento do processo que o condenou por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Já no início, Lula demonstra que quer usar o espaço, notoriamente planejado para criar um canal de comunicação com seu eleitorado, com o objetivo de reforçar o discurso de ser uma vítima de perseguição política.

1) Parte 1 - Depoimento de Lula em 14/11/2018

2) Parte 2 - Depoimento de Lula em 14/11/2018

O posicionamento de comunicação de Lula é o mesmo daquele que foi sustentado pelo PT nas eleições 2018. Este tipo de comunicação demonstra como Lula usa aquilo que considera ter como poder de força política para se fortalecer diante as contraditas relativas ao embate com o Ministério Público Federal.

As mesmas cantilenas foram formuladas pelo ex-presidente. Um discurso emocional, obviamente, usando seu natural talento retórico, tal como os eventos pré-prisão, na época das pré-candidaturas neste ano. Lula fez os mesmos bordões retóricos sobre palavras-chaves de força e impacto como "Powerpoint", "mentiras de delatores", além da famosa frase proferida por ele desde a época do famigerado "Mensalão" - Eu não sabia de nada.

3) Parte 3 - Depoimento de Lula em 14/11/2018

4) Parte 4 - Depoimento de Lula em 14/11/2018

Alguns atos falhos das falas do próprio acusado acabam até criando brincadeiras na sociedade do meme. Mas chamo a atenção ao final deste fragmento de depoimento por conta da insolência que ele demonstra ter ao interromper um embate de conflito entre a defesa técnica e o MPF. Ele diz: vocês discutam aí que eu vou ao banheiro e respondo depois.

5) Parte 5- Depoimento de Lula em 14/11/2018

Neste trecho destaco o Lula humorista. Ao se retirar da audiência, o advogado de Lula, respeitosamente, pede licença para a juíza. Lula solta: não quer me levar junto, não? Um homem que é vítima e se considera injustiçado, diante de todo o processo ao qual é objeto desta injustiça, Lula faz piadas, tal como se fosse uma pessoa descontraída.

6) Parte 6 - Depoimento de Lula em 14/11/2018

Destaca-se ao trecho final aonde Lula ameaça o MPF e a juíza destaca de forma incisiva o caráter incriminatório sobre essa ameaça diante de tumulto da justiça.

Foi conferido, segundo minha leitura dentro destes depoimentos, que a defesa de Lula não tinha o preparo técnico para confrontar com argumentos os conflitantes depoimentos do ex-presidente com outros eventos no passado.

O MPF trouxe os conflitos de informações sobre as contradições relativas a posse ou ao favorecimento de obras estruturais no Sítio de Atibaia. Lula, confuso, seja de forma intencional ou de caráter ingênua, não tinha condições de refutar informações relativas a documentos apreendidos na diligência em sua casa no apartamento de São Bernardo, no Estado de São Paulo.

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